quinta-feira, 7 de junho de 2012

O nível cultural do brasileiro


Por Igor de Oliveira Costa

O povo, no Brasil, é sem cultura, não gosta de ler, não gosta de ir ao cinema, não frequenta o teatro. É por isso que o país tá o que tá. É por isso que o país não sabe votar, não sabe eleger os seus representantes. É por isso que a população é engambelada por políticos corruptos. É por isso que aceitam bolsa-família, bolsa-escola, bolsa-sei-lá-o-quê. Porque, se lessem mais, não seriam enganados. Se fossem mais ao teatro, não aceitariam qualquer discursozinho populista desses aí não. Se fizessem mais programas culturais... Mas não, preferem ficar em casa assistindo Caldeirão do Huck e A Fazenda. Preferem ficar postando babozeiras no facebook e vendo pornografia na internet. No final das contas, esse povinho aí bem que merece os políticos que têm.

Hummm... É... Tá certo... O povo brasileiro não faz mesmo muitos programas culturais. Não vamos com frequência a teatros ou a cinemas e os nossos índices de leitura estão lá embaixo. Mas será mesmo que preferimos assistir a programas inúteis na televisão a uma boa peça teatral? Será mesmo que é uma escolha não ler bons livros? Vejamos.

Tomemos uma família hipotética, composta por um casal e dois filhos (de acordo com o censo 2010, a taxa de fecundidade do Brasil é de 1,86 filhos por casal). Supondo que marido e mulher trabalhem fora, e que ambos ganhem um salário mínimo (da estonteante ordem de seiscentos e vinte e dois reais – R$ 622,00), o rendimento mensal da família é de R$ 1.244,00.

Pois bem. O tal casal resolve ir ao teatro assistir a O Mágico de Oz, musical de Charles Möeller e Claudio Botelho que acaba de estrear aqui no Rio de Janeiro. O ingresso mais barato custa exatos R$ 57,50. Como são duas pessoas, temos um preço total de R$ 115,00. Como o rendimento mensal bruto da família é de R$ 1.244,00, o programinha de final de semana comeu aproximadamente 10% de tudo o que o casal ganha no mês. Mas, espera aí, esquecemos das crianças! Supondo que cada uma das duas pague meia-entrada, temos mais R$ 57,00 a acrescentar a essa conta, para um total de R$ 172,50, ou seja, aproximadamente 14% de tudo o que o casal ganha no mês! Isso sem contar o transporte, o refrigerante, a pipoca... Se esse casal fizer isso duas vezes no mês, terá consumido quase um terço do seu salário apenas indo ao teatro. É quase R$ 350,00 (!!!), certamente mais da metade do aluguel que esse casal paga. E olha que eles escolheram o preço mais barato, hein!

Ah! Mas teatro é uma coisa muito cara e elitizada. Não é da cultura do brasileiro ir ao teatro. Ok, então. Que tal um programinha mais popular, uma coisa para passar o tempo e divertir as crianças, tipo um cineminha? Beleza! Fui ao cinema esse final de semana e me lembro bem do preço do ingresso: R$ 20,72. A conta do casal, então, fica em R$ 41,44 mais as duas meia-entradas das crianças, para um total de R$ 62,16, o que equivale a 4% do rendimento mensal da família. Se forem duas vezes no mês, então, isso já é quase 10% do que eles ganham. Mas nem pensar em pipoca, porque senão a coisa dobra e vai comer quase 20% do rendimento mensal. O povo pode ir ao cinema, sim, mas a seco. Qual o problema?

Mas, e quanto aos livros? Bem... pesquisei aleatoriamente numa livraria virtual, na primeira página das literaturas brasileira e estrangeira. Um clássico como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, pode ser encontrado pela bagatela de R$ 12,30, ou melhor, por menos de 1% do que o casal ganha!!! E o melhor: pode ser lido pelos dois e é diversão por muito mais tempo do que uma peça de teatro ou um cinema. Sem contar que pode ser encontrado num sebo por uma ninharia. Mas nem sempre podemos ler coisas que existem nos sebos. Então, se é um lançamento, como As esganadas, do Jô Soares, o preço aumenta, neste caso, para R$ 24,40, ou seja, menos de 2% do que o casal ganha!!! Mas, se for um best-seller estrangeiro, como os livros da série A guerra dos tronos, não sai por menos de R$ 31,90 cada um (e são sete livros!). Seja como for, ainda é apenas cerca de 2,5% do rendimento mensal da família. E certamente é uma distração para todo o mês ou para pelo menos grande parte dele.

Certo, certo. Então esse casal pode até comprar livros. Não sai tão caro assim e parece que o brasileiro não lê mais por falta de formação cultural do que por falta de dinheiro. Mas a diversidade é algo positivo e eles não querem ficar só lendo, ora bolas. Querem sair, passear com as crianças, fazer programas diversificados. Imagine, portanto, que o nosso casal hipotético vá ao teatro pelo menos uma vez ao mês, ao cinema pelo menos uma vez ao mês e compre, sei lá, dois livros nacionais, um clássico e um lançamento. De acordo com as nossas contas, eles gastariam, por alto, sem contar passagens, alimentação e demais gastos imprevisíveis, mais de R$ 270,00 por mês, o que dá uns 20% do rendimento total bruto da família.

Pode até não parecer muito, mas será que, com o que sobra, eles conseguem pagar as contas? O aluguel, a conta de luz, telefone, internet, gás, água, alimentação, comprar roupas e calçados? Será que esses 20% não irão fazer nenhuma falta para o orçamento familiar? Só o aluguel e a alimentação comerão, certamente, o salário de um dos cônjuges! As demais contas comerão mais da metade do salário do outro. Será que esse casal tem dinheiro para ficar indo ao teatro? Ou será que preferem colocar comida na mesa? E depois ainda dizem que o povo tem um péssimo nível cultural. Pudera! A única coisa de cultural a que têm possibilidade de acesso é mesmo a dança dos famosos, do Faustão.

Imagem disponível aqui.

19 comentários:

  1. Quando vc passou a se interessar por coisas que não fossem apenas "domingão do faustão", "caldeirão" , "gugu", orkut, facebook, bla,bla bla, qual era o seu rendimento? Qual era a sua profissão? E por qu7e vc passou a se interessar?

    Não se engane: tem muita classe média/remediado/rico que nunca leu um livro na vida. O filho do eike, Thor batista, é um destes casos e ainda diz com certo orgulho. Ele tem certa fama. Mas quantas pessoas com dinheiro, mas anônimas, estão no mesmo barco?

    Abç

    Salomão

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  2. O povo brasileiro é preguiçoso. 68% das pessoas não leem porque são ignorantes,acham que é melhor mesmo assistir o ''Domingão do Faustão'' do que ler alguma obra de Machado ou coisa parecida. 30% não tem acesso à leitura, e 2% são os que leem.(Estatística minha, risos)

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  3. Bom saber que você também voltou à ativa no blog. Mas vamos com calma nessa sua análise. Primeiro porque busca de intelectualidade não tem nada a ver com status financeiro, ainda mais hoje em dia, com toneladas de informações gratuitas na internet.

    Apesar disso, aceito o seu argumento quanto ao preço abusivo, sobretudo dos cinemas. Mas isso se deve a um fato óbvio: a lei da oferta e da procura. Tanto que as grandes promoções das salas de cinema são exatamente, sei lá, terças à tarde?

    Houve incentivos no Teatro Municipal, com concertos a 1 real, mas é pouco. É necessário fazer com que essa tal família hipotética que você falou se sinta parte dessa realidade. Não é fácil competir com shows da Claudia Leite na praia, viradão funk ou Belo na Via Show por 10 reais, com dose dupla. Como eu falei em um texto do meu blog, é preciso, sim, separar o bom do ruim na cultura. Não se faz isso dando o ruim aos pobres, mas dando-lhes acesso ao bom.

    Um grande abraço, querendo a nossa cerva.

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  4. Você tocou no ponto, Salomão. Acho, sim, que o povo (68% rsrsrs) é preguiçoso, etc. Mas a minha questão é: e os 30% que queriam ler e não têm acesso? Se fosse mais acessível, teríamos 32% de leitores nessa sua estatística fictícia, e isso é 16 vezes (!!!!) mais do que temos agora.

    Quanto ao Droozer IV, acho que concordo com você. rsrsrs

    Abraços a ambos

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  5. Em verdade vos digo que esse comentário da estatística (patético, aliás.) não foi feito por ninguém chamado Salomão...E sim, pela minha pessoa! risos

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  6. Hummm... Eu não achei patético, não. Entendi a ideia central.

    No mais, Anônimo, apresente-se, pô, para sabermos por quem foi feito o comentário, oras! Como é o Salomão que sempre comenta sem logar, achei que teria sido feito por ele. Foi mal pela confusão.

    Abraços
    do blogueiro não anônimo

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  7. Acho que afirmar que o povo brasileiro não tem cultura é mais um julgamento elitista e preconceituoso do que uma afirmação válida e justa. Primeiramente porque é impossível que um homem não tenha cultura, a cultura é o diferencial principal que separa homem dos outros animais. O povo mais humilde tem sim cultura, o problema é que ela é subvalorizada em função da cultura da elite. Esta dita os parâmetros do que é válido ou não em manifestação cultural. Assim, não se admire que a o modo de falar, as músicas, a moda ou os costumes do povo sejam relegados a segundo plano na sociedade.

    Aqui vai uma das definições de um dicionário ( o Aulete virtual)sobre cultura: "7. Antr. Tudo o que caracteriza uma sociedade qualquer, compreendendo sua linguagem, suas técnicas, artefatos, alimentos, costumes, mitos, padrões estéticos e éticos (cultura ianomâni/neolítica)."

    Neste link:http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&op=loadVerbete&pesquisa=1&palavra=cultura.

    Outra fonte sobre uma definição do que é cultura:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura

    Obs: Um dos comentários anônimos afirma que o povo não lê por ser preguiçoso: não gostei da ideia de chamar um povo tão trabalhador como o brasileiro de preguiçoso. Com relação a leitura, o povo lê sim, ainda que não com a constância esperada. Dá pra ver os dados dessa pessoa também são fundados em preconceito e preconceito, como todos sabem, é o recurso favorito de pessoas ignorantes.

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  8. Caro Anônimo do comentário acima (meu Deus, quantos anônimos neste blog)

    Não acredito que afirmar que o brasileiro não tenha cultura seja algo elitista e preconceituoso. É apenas uma explicitação da verdade. Está certo que, como você diz, cultura pode ser entendida num sentido antropológico (isso já foi discutido no post Elite cool, funk, ópera e alguma coisa de romantismo alemão), mas não é nesse sentido que este post a trata, mas sim como representação daquilo que é valorizado por nossa sociedade. No artigo que está no link acima, defendo justamente o que você afirma, ou seja, que a cultura popular não pode e não deve ser desvalorizada, mas não quero negar a quem desejar o acesso a uma cultura, digamos, "de elite". Quero que o povo tenha acesso a todas.

    Isso não acontece se digo que o brasileiro tem, sim, cultura nesse sentido "elitista". É apenas "tapar o sol com a peneira", dizer uma inverdade e, com isso, impedir que os brasileiros alcancem um conhecimento que poderia lhes dar uma vida melhor (livros, por exemplo).

    No mais, quanto ao povo ser preguiçoso, concordo que não o é no sentido do trabalho. Mas talvez o seja culturalmente. Se bem que "preguiçoso" talvez não seja a palavra. Cultura de elite exige esforço intelectual, e um cara que já rala o dia todo não quer - e defendo ele por não querer - ficar se esforçando, também, para se divertir.

    Acho que é isso.
    Abraços

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  9. Eu não concordo com muita coisa primeiro que pelo menos onde moro a entrada para o cinema não é 20 reais é 11 e eu ainda pago menos por ser estudante, a população brasileira se interessa e muito por cinema ! Quase todos os dias vejo as pessoas combinando de ir ao cinema , quanto aos livros tenho prestado atenção e o número de jovens que leem estão aumentando aos poucos mas está. Já quanto ao teatro o problema é a qualidade das peças vi uma vez uma linda peça infantil no rio mas há muitas de baixa qualidade também já a culpa não é das pessoas que tem preguiça de ir. Somos capazes é querer e tentar, muitas vezes nos rebaixamos mas somos tão capazes quanto todos é só falta de confiança e auto estima.

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  10. Caro, Anônimo (na moral, esse foi o post do anonimato!)

    Eu não sei onde você mora, mas em todos os cinemas que vou, da Freguesia à Vila Isabel, passando pela Barra e pela Zona Sul (e por Nova Iguaçu também, porque já fui muito ao cinema lá no Top Shopping - êita cineminha ruim!) o preço é por volta de R$ 20,00.

    Quanto às pessoas se interessarem por cinema, concordo, mas por que tipo de cinema se interessam? Quanto aos livros, bem, discordo completamente: os brasileiros leem pouco e leem mal e quem diz isso não sou eu, são TODAS, virtualmente todas, as pesquisas que são feitas para aferir isso.

    Quanto às peças serem ruins, me desculpe, mas existem peças ótimas por aí, de alto nível mesmo, em muitos e muitos teatros (veja a produção do Mágico de Oz, por exemplo). O problema é que são caras mesmo.

    No mais, valeu pelo comentário.

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  11. A Cultura, o conhecimento, a busca por atividades que elevam a alma, esta em todo lugar, basta procurar, e ter interesse, exemplos estao ai em todo lugar. No teatro Sao Pedro por exemplo Ha concertos, e Operas a 10,00 ou 20,00 Reais, nos Teatro Do Sesi há peças De graça e com qualidade, O problema nao e preço e sim a falta de vontade de ir ao teatro ou mesmo comprar um livro que em sebos saem super baratos. VoltO a dizer que o Problema, não é so dinherio, e sim falta de vontade. O brasileiro gasta dinheiro para comemorar o título do Corinthians gastando com fogos , com Bebida, mas é incapaz de dar 15,00 reais em um livro.

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  12. Mas por que a 'família' teve 1,86 filho, se não pode nem garantir aos pais uma vida melhor?
    Pesquisa da PUC Rio diz que as pessoas pobres têm muitos filhos nas áreas urbanas, pois os mais novos, de colo, lhes garantem o tratamento especial, o lugar no ônibus, o bolsa família... Sabem prevenir, mas não querem. É populismo acreditar que são todos burros e vítimas de tudo e todos.

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  13. Ao Arquiteto:

    Concordo plenamente com a sua ideia de que a busca por conhecimento está em todo lugar. Como alguém disse aí em cima, o interesse por saber não está na quantidade de dinheiro que você tem. Agora imagine o cara que tem interesse mas não consegue alcançar o saber porque ele é muito caro. Esse vai acabar indo fazer outra coisa.

    Ao Anônimo (mais um, ou o mesmo, sei lá!):

    Não sei que pesquisa é essa que você está citando. Mande o link para que os leitores dO_Opinativo possa avaliá-la com calma. O fato é que eu duvido um bocado dessa visão de que os pobres querem ter um monte de filhos apenas para ganhar bolsa-escola. Pronto, falei!

    Abraços a ambos

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  14. Muita gente tem acesso á livros, mas você acha que vão se interessar? Gastam em bobagens como cerveja, bailes funk... e não gastam nem R$12,00 para comprar um livrinho! Sendo que boa parte do dinheiro vai para fins sem fundamento ( bobagens ). A cultura brasileira vai pro bréjo desse jeito, temos que tomar iniciativa e bom gosto pela literatura, ou o Brasil vai pros cafundó!

    Veja um exemplo, um Tsunami ocorreu no Japão e eles levaram 3 SEMANAS para reconstruir tudo e ficar mais bonito do que era antes. Já uma Enchente que houve no Rio de Janeiro levou 2 ANOS para completar as obras e ainda não ficou lá aquelas coisas, o que mostra a pouca força de vontade, ou a preguiça que o brasileiro tem.

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  15. Luciane disse ...
    Parece-me que esqueceram de citar o principal em relação a leitura de livros por brasileiros: biblioteca pública. Apesar de serem poucas pelo país ainda são mal aproveitadas pela população que só a procura para trabalho escolar dos filhos ou pra ver jornal de graça. Um exemplo é a biblioteca da minha cidade, São Pedro-SP, que por tão mal procura acabou tendo seu horário de atendimento reduzido, até de sábado pararam de reabri-la. Engraçado que os trabalhadores a quem eu perguntei não estão nem ai pra ela.

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  16. Então, concordo com o Anônimo quando diz que as pessoas gastam dinheiro com besteiras e não com livros. Mas acho que isso vem da infância, que não permitiu às pessoas terem acesso a isso no início. Quanto à questão do Japão, não acho que seja culpa da população, mas de um sistema político corrupto e pouco representativo dos anseios do povo.

    Quanto ao seu comentário, Luciane, concordo plenamente. Moro no Rio e quando menor frequentava uma biblioteca pública próxima. Mas nunca mais voltei lá depois desse tempo da infância. É engraçado, pois vejo que não existe uma relação próxima entre as pessoas e as bibliotecas. Eu, por exemplo, não tenho uma proximidade com elas. Em pouco momentos da minha vida frequentei bibliotecas. Será que isso também não é uma questão cultural?

    Abraços a ambos

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  17. Brasileiro nao tem classe nao sabe conversar mas gracas a deus moro nos eua e desculpa meu portugues pq meu computador e ao americano e nao tem acento portugues

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  18. A ignorância do povo favorece a eleição de políticos sem qualidade , miseráveis moralmente ,que vão lutar em causa própria , que em vez de lutarem pelo bem-estar social ,ajudam a anular direitos conquistados pela sociedade __ O povo vota na brincadeira , pela fama do candidato, não pela qualidade __ O Brasil é um país fácil de implantar a ditadura comunista , boa parte da população não sabe diferenciar , o que é comunismo ou democracia , estão aptos para colocar a canga no pescoço , quando isso acontecer , vão receber uma fraca cesta básica para passar o mês e usar roupas tipo batas , igual usam os cubanos , e , ai quero ver as gracinhas , risadas e piadas !

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  19. Olá, realmente esse casal hipotético vai continuar na miséria a vida toda, pensamentos e ações medíocres levam a resultados medíocres, se tudo oq for investimento, for analisado como gasto, está fadado ao fracasso, existe muita informação de qualidade e de graça, meu inglês está 70℅ no ponto, nunca sai do Brasil para países que falam em inglês, nunca entrei em um curso, quem acredita, tem vontade e ambição, não precisa de dinheiro para crescer, o dinheiro é consequência do sucesso, garanto que se vc investir, as oportunidades serão criadas e a sua renda aumentará, "WHATEVER THE MIND OF MAN CAN CONCEIVE, AND BELIEVE, IT CAN ACHIEVE" Napoleon Hill.

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